sábado, 15 de setembro de 2007

presentes de amiga: Cristina Léllis

Além de ter um prazer enorme de ter amigas, e da amizade delas serem um grande presente para mim, elas ainda me presenteiam cada uma do seu jeito.
Ontem, sexta feira, ganhei um super presente da minha amiga Cristina Lélis.
Ela me falou de um livro muito interessante chamado Educação Afetiva do Paulo Lemos, editado em 1993 pela Lemos Editorial & Gráficos Ltda. Nesse livro há uma lista de 70 filmes com a temática das relações amorosas e afetivas. Além de me dar essa relação, ela me presenteou com um lindo estojo contendo uma cópia desses 70 filmes. Olhem só que coisa maravilhosa. Chorei de emoção!
A Cristina Lellis é assim. Além de ser muito amorosa, inteligente e super sensível, ainda é uma exímia organizadora e produtora. Ela já produziu coisas maravilhosas que foram enormente importante para a estruturação da Biodança. Me lembro de sua compilação e catálogo de vivências com consignas e músicas da Biodança. Como foi útil para mim.
Presentear para mim é um ato de grandeza. Só presenteia quem é pleno. A pessoa que presenteia é criativa, generosa, se percebe com competências. Quem dá presentes tem algo a oferecer. Para mim, quem é generoso está saudável, porque é amoroso e se percebe competente.
Quando passamos por dificuldades, não percebemos o que temos para oferecer, não estramos em contato com nossos recursos internos e, portanto, precisamos da ajuda dos outros e de receber. Isso é natural.Todos nós vivemos isso em muitos momentos de nossa vida. Mais a medida que melhoramos e nos recuperamos, vamos entrando em contato com nossos recursos internos, e, consequentemente, tomamos posse de nossas competências.
Normalmente, nas nossas relações, vivenciamos saudavelmente essas relações quando oferecemos e recebemos presentes. Oferecer nossos "presentes" é uma atitude cuidadosa e responsável com essa relação.
Por outro lado, é importante receber com amorosidade e alegria esse presente. Quando nos alegramos com um presente, estamos reconhecendo e dignificando quem nos presenteia.
Um presente fala mais de quem oferece do que de quem recebe. Por isso vocês podem imaginar como é minha amiga Cristina Léllis.
Eu agradeço alegremente minha amiga por esse presente e por sua amizade, que pra mim é muitísssiiiiiiiiiiiiiiiimamente importante.
Com Carinho
Ana carolina

Primavera : amiga Juliana Paim

Queria fazer uma dedicatória exclusiva para minha amiga Juliana Paim.
Ontem ela me disse que tinha grande admiração por mim.
Eu queria dizer publicamente que essa admiração é recíproca.
Quando eu conheci a Juliana, ela trabalhava na Casa Abrigo e começou a frequentar o Programa de adolescentes e mulheres vítimas de violência do Adolescentro.
Quando ela chegou com seus lindos olhos azuis, cabelos loiros e pele branquinha, aquela aprendizagem horrível,preconceituosa e burra, que eu falei anteriormente, falou mais alto e eu pensei: Lá vem uma madame loira, chique e elitizada.
Que bom que me enganei e aprendi a lição de não julgar os outros pelos lindos olhos azuis. A Juliana foi nos conquistando com seu profissionalismo, comprometimento, seriedade e sobretudo com sua amorosidade. Ficamos trabalhando juntas e hoje nos admiramos.
Hoje, além de compartilhar de seu lado profissional, sou testemunha e admiradora de sua tranquilidade e amorosidade maternal com o Henrique, meu step-neto. Além disso, de sua maravilhosa performace como balarina de dança do ventre, da habilidosa artesã de bijouterias, da excelente fotógrafa, da competente terapeuta, da mineirinha quituteira e finalmente da linda e inteligente mulher que ela é.
Eu admiro muito sua abertura emocional para as amizades e esse companheirismo que ela tem. Espero que ela não se envergonhe de admirar outras mulheres, pois ela também é admirada por nós.
Que nossa amizade se fortaleça e floreça a cada nova primavera.
Um abraço e um cheiro bem carinhoso para ela

Ana Carolina

setembro, comemorando a primavera das amizades femininas

15 de setembro de 2007


A "Amizade entre mulheres" foi meu tema dessa semana. Conversei com clientes e com amigas sobre isso. Trocamos idéias de como é importante refazer esse aprendizado positivo de amizade. Durante a adolescência fazemos muitas amigas. Depois do casamento, muitas de nós, nos afastamos das amigas, vamos nos restrigindo aos grupos familiares, e com o passar do tempo, estamos sozinhas.Parece que mais lá na frente, na maturidade, leia-se em torno dos 40 aos 50 anos, sentimos falta das velhas amigas. Queremos nos encontrar com elas, bater papo sobre a quantas andam nossos sonhos. Parece que a emergência dos filhos, companheiro, vida familiar e vida profissional passou, e queremos compartilhar ou reencontrar nossas histórias.

As mulheres ao namorar ou casar, em geral, se afastam das amigas. Essa é uma aprendizagem tradicional, onde nós mulheres, rivalizamos as outras, e inseguras, ficamos achando que todas as muheres querem paquerar com nosso "digníssimo" companheiro. Esse padrão de comportamento ocorria também (antigamente, e as vezes infelizmente atualmente)quando uma mulher se separava. Ela se tornava "a perigosa", e as mulheres se afastavam com medo de sua amiga divorciada roubar seu marido.
Que triste aprendizado!
Precisamos fazer diferente. Precisamos ensinar nossas filhas a manter eternamente suas amigas e colecionar novas ao longo da vida. Precisamos ensiná-las que se nosso companheiro se interessar por nossa amiga e ela por ele, ou foi porque realmente seria inevitável, pois eles se curtiam realmente, ou porque eles não só nos desrespeitaram, como a si próprio. Quer dizer, no popular, eles se mereciam e voce tem mais é que comemorar, pois livrou-se, de uma cajadada só, de uma falsa amiga e de um péssimo companheiro. Se tivéssemos aprendido mais cedo essa lição de confiança, mandaríamos flores para os dois.
Mais o que aprendemos com nossas mães e amigas, é responsabilizar somente as mulheres pela infidelidade. Ela era invejosa, sem-vergonha e falsa. (E ele? era o que?). Inconscientemente, desde que arranjamos um namorado, tememos perdê-lo para as amigas.
Precisamos ensinar as jovens mulheres a serem amigas. A terem respeito, confiança, solidariedade, companheirismo. Ensiná-las a vencerem suas inseguranças e seus medos.A questionarem os mitos e tabus que colocam as mulheres umas contra as outras.
Nossas mães, tias e irmãs são nossos primeiros modelos femininos. Como fazemos parte de uma mesma configuração familiar, compartilhamos muitos modelos parecidos. Nossas amigas ampliarão esses modelos, trarão referenciais novos, tão necessário para nosso crescimento enquanto mulher. Quanto mais amigas temos, mais femininas seremos, mais confiante enquanto mulheres.
Voce quer ser uma grande mulher? Tenha muitas amigas.

P.S. Essa reflexão é dedicada as minhas amigas: Juliana Paim, Marina Calgaro, Marina Couri, Michelle, Geane, Andrea Sayão, Andrea Marques, Camila, Tina, Neide, Josenir, Tereza Cristina, Lílian e claro as minhas filhas maravilhosas Carmen e Gabriela e minha irmã e grandissíssima e eterna amiga Angela.
E pra fechar essa semana olhem só os presentes que recebi de minhas amigas. Ontem a noite recebi uma mensagem línda da Juliana, da Luana e da minha filha Gabriela. Fui dormir embalada por essas cantigas.