Essa semana me percebi trabalhando muito meus limites.
Colocar nossos limites, significa que não colocamos limites em ninguem. Ninguem muda ninguem. Temos que mudar nosso comportamento e colocar nossos limites.
Como fazemos isso na prática?
Se meu marido é exigente, violento; eu sou permissiva. Ele não tem limites e age com violência ;e eu não tenho limites e ajo passivamente.
Principalmente, nós mulheres, fomos treinadas a agir passivamente. Habitualmente não colocamos nossos limites na relação como nosso companheiro e com nossos filhos. Muitas vezes também levamos esse comportamento para a vida profissional.
Eu percebo comportamentos de falta de limites, em agir, sobretudo. Falamos muito, reclamamos muito, cobramos muito, que é uma forma de não agir. É uma conduta infantilizante. É um comportamento "feminino" daqueles de mulheres tradicionais.
No trabalho, muitas vezes, nos comportamos como se tivéssemos em casa. Passamos a cuidar dos outros, a administrar, a fazer pelos homens, a nos comportar como se fossémos secretárias, etc.
Agir implica em tomada de atitude, sair da passividade, entrar numa esfera de decisão. As mulheres, em geral, foram educadas para obedecer, agir sob comando. Eu me percebo com esta dificuldade. Me ensinaram a não ter confiança em mim mesmo para conduzir, liderar, tomar iniciativas, administrar. Isso assusta. Mete medo. Se o homem erra, não tem problema. Se nós erramos, nos culpamos, achamos isso um fracasso e achamos que eles não tem que tolerar nossos erros. Vamos dar um exemplo clássico.
Um casal vai ao cinema. Eles conversam para decidir qual filme vão assistir. Se o homem escolhe o filme, por que faz mais o seu estilo, os dois vão ao cinema. Se o filme for bom ótimo. Se for mal, não tem problema. Os dois saem discutindo sobre isso, e mesmo que não tenha sido o filme que ela escolheu e sim ele, não há problema. Vamos fazer a situação inversa. Se for a mulher que tenha escolhido o filme, ele sai reclamando da "escolha dela e não do filme" e ela se sente desencorajada para fazer nosvas escolhas.
Vamos treinar o agir. Vamos nos permitir experimentar coisas novas, errar e fracassar, se necessário, para aprender. Todo crescimento se faz com erros e acertos, com tentativas e erros. Refletimos após e então crescemos.
Viva o erro. Viva a ação e novas posições diante da vida. Não vamos deixar de ser feminina, de ser mulher, de ser amorosas. Ao contrário, vamos ser verdadeiras e vamos vivenciar mais ainda nosso potencial.
Vive la diference!.
domingo, 12 de agosto de 2007
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