sábado, 18 de fevereiro de 2012

Filme frances

estamos numa boa safra de filme frances. É um alívio dar uma pausa nos moralistas filmes americanos. Uma comédia que retrata a vida francesa nos idos anos 1860, em que a burguesia francesa tinha como domésticas mulheres imigrantes da espanha, portugal, etc. Faz uma divertida sátira as mulheres burguesas que viviam de bater perna na rua, cabelereiros, costureiras, jogar cartas e fofoar com as amigas. Enquanto isso, as domésticas trabalhavam de 06 da manha as 23 horas incansavelmente, por baixos salários e um quarto no último andar do prédio, com um banheiro por andar.
O dono da casa entediado com sua vida, faz amizade com as empregadas, se apaixona por uma bonita espanhola que trabalha em sua casa e larga a mulher. Se fosse filme americano, ele arderia no fogo do inferno e mil desgraças aconteceria. No filme frances, a esposa concorda que o marido tem razao e de que sua vida é fútil e vazia e casa-se com um artista famoso. O marido fica feliz por ela e viaja atras de sua espanhola que voltou pra Espanha atras de seu filho.
Filme frances quase sempre tem final feliz, mesmo quando tem um drama, porque mesmo que seja algo dramático, é como na vida. Sempre a tragédia se encontra com a comédia, com o riso, a leveza, porque em todo fim tem um começo.
Vamos viver a vida com leveza e sem tantas culpas.

Brotando novamente

Realmente o amor brota de dentro pra fora.
Nao encontrei ninguem interessante ainda. Mas eu abri o coracao novamente. estou com vontade de namorar e de me apaixonar.
Antes nao tinha chance. estava fechada pra balanço.
estava de luto do meu amor antigo.
fiz balanço dessa relaçao.
Vi meus erros. Muitos.
Precipitaçao. Devia ter esperado mais.
Dependencia. Precisava de mais tempo sozinha, pra me sentir firme em meus proprios pés. Como fiz agora.
Passividade. Aceitei demais. Demorei pra colocar meus limites. O que eu nao aceito nessa relaçao.
Muitas outras coisas que sao de minha responsabilidade.
Agorei dei o tempo pra elaborar meu luto. isso realmente é importante.
estar bem sozinha novamente.
Aprendi a ir a um restaurante sozinha. A viajar sozinha e curtir muito.
A ir sozinha ao cinema e sentir que eu estava bem acompanhada, escolhendo meu filme e nao me sentindo só na fila.
Perdi o medo de ficar sozinha. Como é bom e reconfortante muitas vezes.
Perdi o medo de envelhecer sozinha. fiz planos do que fazer de gostoso e viver bem.
Perdi o medo de morrer. Essa é só mais uma aprendizagem, entre tantas outras.
Perdi o medo de sofrer no amor. Essa perda nao é tao dolorida quando estamos correndo com os lobos, na nossa loucura, com a alma viva e antiga e cantando as cantigas que alegram as nossas almas.
É tempo de amar. Sinto os lampejos no meu coraçao.
Passei um bom inverno na minha toca, curando as minhas feridas.
Aproveitei o outono pra me fortalecer e ir abrindo meus espaços devagarinho.
Agora sinto meu coraçao abrindo-se novamente, aproveitando o sol da manha.

atualizando

algum tempo se passou e eu estou com saudades de mim.
Isso é ruim. Nao gosto de viver do passado.
Sou do futuro. Gosto da novidade, do que pode acontecer, do que vou conhecer.
Tenho que aventurar-me. Saltar pra algum lugar.
Ler um novo livro interessante. Conhecer um lugar distante e diferente, com pessoas diferentes. Comer alguma coisa que nunca saboriei.
Ter novos sonhos. Amar alguem diferente. Fazer novos amigos.
Constancia demais é um saco.
Ainda bem que vou mudarme novamente no próximo mes.
Casa nova, tudo a fazer e a decorar. Arvores a plantar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cuidado

Infelizmente está havendo uma série de coisas desagradáveis. Uma delas é o CresceNet. Desde o mês passado eles entraram no meu blog, que eu não divulgueipra ninguem e mandaram um recado como se fosse a minha amiga Cristina Lélis. Achei isso um absurdo. Eles me escreveram como se fosse a Cristina. Isso é pirataria e uma empresa que faz isso, não merece respeito nem credibilidade. Mandaram mais duas propagandas pra mim essa semana. Pelo menos não se fizeram passar por minhas amigas. Isso é caso de processo. Quando arranjar um tempo vou processá-los. Agora recebi outro email, assinado pela Marina e eu não sei se é verdade. Bem, vou começar agradeçendo o carinho que voce teve comigo e depois que me certificar que não é o Crescenet eu converso melhor.
Beijos

sábado, 15 de setembro de 2007

presentes de amiga: Cristina Léllis

Além de ter um prazer enorme de ter amigas, e da amizade delas serem um grande presente para mim, elas ainda me presenteiam cada uma do seu jeito.
Ontem, sexta feira, ganhei um super presente da minha amiga Cristina Lélis.
Ela me falou de um livro muito interessante chamado Educação Afetiva do Paulo Lemos, editado em 1993 pela Lemos Editorial & Gráficos Ltda. Nesse livro há uma lista de 70 filmes com a temática das relações amorosas e afetivas. Além de me dar essa relação, ela me presenteou com um lindo estojo contendo uma cópia desses 70 filmes. Olhem só que coisa maravilhosa. Chorei de emoção!
A Cristina Lellis é assim. Além de ser muito amorosa, inteligente e super sensível, ainda é uma exímia organizadora e produtora. Ela já produziu coisas maravilhosas que foram enormente importante para a estruturação da Biodança. Me lembro de sua compilação e catálogo de vivências com consignas e músicas da Biodança. Como foi útil para mim.
Presentear para mim é um ato de grandeza. Só presenteia quem é pleno. A pessoa que presenteia é criativa, generosa, se percebe com competências. Quem dá presentes tem algo a oferecer. Para mim, quem é generoso está saudável, porque é amoroso e se percebe competente.
Quando passamos por dificuldades, não percebemos o que temos para oferecer, não estramos em contato com nossos recursos internos e, portanto, precisamos da ajuda dos outros e de receber. Isso é natural.Todos nós vivemos isso em muitos momentos de nossa vida. Mais a medida que melhoramos e nos recuperamos, vamos entrando em contato com nossos recursos internos, e, consequentemente, tomamos posse de nossas competências.
Normalmente, nas nossas relações, vivenciamos saudavelmente essas relações quando oferecemos e recebemos presentes. Oferecer nossos "presentes" é uma atitude cuidadosa e responsável com essa relação.
Por outro lado, é importante receber com amorosidade e alegria esse presente. Quando nos alegramos com um presente, estamos reconhecendo e dignificando quem nos presenteia.
Um presente fala mais de quem oferece do que de quem recebe. Por isso vocês podem imaginar como é minha amiga Cristina Léllis.
Eu agradeço alegremente minha amiga por esse presente e por sua amizade, que pra mim é muitísssiiiiiiiiiiiiiiiimamente importante.
Com Carinho
Ana carolina

Primavera : amiga Juliana Paim

Queria fazer uma dedicatória exclusiva para minha amiga Juliana Paim.
Ontem ela me disse que tinha grande admiração por mim.
Eu queria dizer publicamente que essa admiração é recíproca.
Quando eu conheci a Juliana, ela trabalhava na Casa Abrigo e começou a frequentar o Programa de adolescentes e mulheres vítimas de violência do Adolescentro.
Quando ela chegou com seus lindos olhos azuis, cabelos loiros e pele branquinha, aquela aprendizagem horrível,preconceituosa e burra, que eu falei anteriormente, falou mais alto e eu pensei: Lá vem uma madame loira, chique e elitizada.
Que bom que me enganei e aprendi a lição de não julgar os outros pelos lindos olhos azuis. A Juliana foi nos conquistando com seu profissionalismo, comprometimento, seriedade e sobretudo com sua amorosidade. Ficamos trabalhando juntas e hoje nos admiramos.
Hoje, além de compartilhar de seu lado profissional, sou testemunha e admiradora de sua tranquilidade e amorosidade maternal com o Henrique, meu step-neto. Além disso, de sua maravilhosa performace como balarina de dança do ventre, da habilidosa artesã de bijouterias, da excelente fotógrafa, da competente terapeuta, da mineirinha quituteira e finalmente da linda e inteligente mulher que ela é.
Eu admiro muito sua abertura emocional para as amizades e esse companheirismo que ela tem. Espero que ela não se envergonhe de admirar outras mulheres, pois ela também é admirada por nós.
Que nossa amizade se fortaleça e floreça a cada nova primavera.
Um abraço e um cheiro bem carinhoso para ela

Ana Carolina

setembro, comemorando a primavera das amizades femininas

15 de setembro de 2007


A "Amizade entre mulheres" foi meu tema dessa semana. Conversei com clientes e com amigas sobre isso. Trocamos idéias de como é importante refazer esse aprendizado positivo de amizade. Durante a adolescência fazemos muitas amigas. Depois do casamento, muitas de nós, nos afastamos das amigas, vamos nos restrigindo aos grupos familiares, e com o passar do tempo, estamos sozinhas.Parece que mais lá na frente, na maturidade, leia-se em torno dos 40 aos 50 anos, sentimos falta das velhas amigas. Queremos nos encontrar com elas, bater papo sobre a quantas andam nossos sonhos. Parece que a emergência dos filhos, companheiro, vida familiar e vida profissional passou, e queremos compartilhar ou reencontrar nossas histórias.

As mulheres ao namorar ou casar, em geral, se afastam das amigas. Essa é uma aprendizagem tradicional, onde nós mulheres, rivalizamos as outras, e inseguras, ficamos achando que todas as muheres querem paquerar com nosso "digníssimo" companheiro. Esse padrão de comportamento ocorria também (antigamente, e as vezes infelizmente atualmente)quando uma mulher se separava. Ela se tornava "a perigosa", e as mulheres se afastavam com medo de sua amiga divorciada roubar seu marido.
Que triste aprendizado!
Precisamos fazer diferente. Precisamos ensinar nossas filhas a manter eternamente suas amigas e colecionar novas ao longo da vida. Precisamos ensiná-las que se nosso companheiro se interessar por nossa amiga e ela por ele, ou foi porque realmente seria inevitável, pois eles se curtiam realmente, ou porque eles não só nos desrespeitaram, como a si próprio. Quer dizer, no popular, eles se mereciam e voce tem mais é que comemorar, pois livrou-se, de uma cajadada só, de uma falsa amiga e de um péssimo companheiro. Se tivéssemos aprendido mais cedo essa lição de confiança, mandaríamos flores para os dois.
Mais o que aprendemos com nossas mães e amigas, é responsabilizar somente as mulheres pela infidelidade. Ela era invejosa, sem-vergonha e falsa. (E ele? era o que?). Inconscientemente, desde que arranjamos um namorado, tememos perdê-lo para as amigas.
Precisamos ensinar as jovens mulheres a serem amigas. A terem respeito, confiança, solidariedade, companheirismo. Ensiná-las a vencerem suas inseguranças e seus medos.A questionarem os mitos e tabus que colocam as mulheres umas contra as outras.
Nossas mães, tias e irmãs são nossos primeiros modelos femininos. Como fazemos parte de uma mesma configuração familiar, compartilhamos muitos modelos parecidos. Nossas amigas ampliarão esses modelos, trarão referenciais novos, tão necessário para nosso crescimento enquanto mulher. Quanto mais amigas temos, mais femininas seremos, mais confiante enquanto mulheres.
Voce quer ser uma grande mulher? Tenha muitas amigas.

P.S. Essa reflexão é dedicada as minhas amigas: Juliana Paim, Marina Calgaro, Marina Couri, Michelle, Geane, Andrea Sayão, Andrea Marques, Camila, Tina, Neide, Josenir, Tereza Cristina, Lílian e claro as minhas filhas maravilhosas Carmen e Gabriela e minha irmã e grandissíssima e eterna amiga Angela.
E pra fechar essa semana olhem só os presentes que recebi de minhas amigas. Ontem a noite recebi uma mensagem línda da Juliana, da Luana e da minha filha Gabriela. Fui dormir embalada por essas cantigas.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Os tres cabelos de ouro- o colo que devemos receber para recuperar nossas forças

Hoje foi mais um grupo de mulheres. Antes de sair de casa, preparei-me espiritualmente para fazer esse encontro, nessa viagem de compartilhamento com outras mulheres, minhas irmãs. Procurei meus livros, meus guias e hoje o escolhido foi: Mulheres que correm com os lobos. Mentalizei e abri a página. Veio o conto: Os três cabelos de ouro.
Ao chegar no grupo, nos comprimentamos com abraços e numa grande roda, falei que gostaria de contar-lhes um conto. Esse conto estava num livro de uma mulher que escrevia sobre nós mulheres e o caminho para encontrar nossa natureza selvagem, instintiva. O livro chama-se "As mulheres que correm com os lobos" da Esther Pinkola.
Os lobos falam dessa natureza selvagem. Do eu mais profundo das mulheres, antes de sermos domesticadas. Ela fala que precisamos nos encontrar com essa natureza instintiva para não perdermos nossa alma.
Esse conto fala que "Numa noite escura, onde o ceú estava muito escuro, sem luz, um homem velho corria na floresta, cansado, penetrando mata adentro, os galhos cortando seu rosto, e lhe maltratando seu corpo. Ele andava quase sem forças. Até que num determinado momento ele avistou uma casa e foi se arrastando para ela. Quando ele chegou na porta, só teve tempo para tocar. Assim que a porta abriu-se, ele caiu no chão da sala desmaiado. Uma mulher que estava na lareira, próxima ao fogo, se esquentando, abriu a porta e ao ver o velho desmaiado, pegou-lhe no colo e levando-o perto do fogo, acalentou-o por várias horas, por toda a noite. Perto da manhã, ele já tinha se restabelecido, e pouco a pouco, ele ia se transformando e se tornando um belo jovem. A mulher forte continuava a embalá-lo. E quando o dia amanheceu, estava em seus braços um menino lindo dos cabelos dourados da cor do milho. Ela pegou sua cabeleira e arrancou-lhe 3 fios de cabelo. Ela jogou-os no chão e estes tirintaram. Timm,,, trim,,, trim....
Então o dia amanheceu. O menino levantou-se do seu colo e antes de passar pela porta, olhou para ela, deu-lhe um belo sorriso, correu para manhã e se tornou um sol brilhante. "
Esse conto fala da recuperação da nossa energia, do nosso potencial criativo. O velho na floresta simboliza o momento quando nos sentimos cansados e perdemos o nosso rumo. Caminhamos sem energia, para lugar nenhum.
Precisamos então de nos cuidarmos, de nos acalentarmos, de procurarmos ajuda de pessoas que possam nos acalentar e dar suporte para nossa recuperação. Mais não devemos procurar essa ajuda numa relação amorosa, porque não estamos pronto para compartilharmos nossa vida erótico-amorosa. Nesse momento precisamos de colo, de recuperar nossas forças em outras relações que possam nos recuperar.
A noite escura representa o momento onde nosso inconciente comanda e perdemos o controle de nossas escolhas conscientes.
Quando nos recuperamos, podemos sair pela vida afora, caminhando para outros rumos, agora restabelecidos, reabastecidos de energia.
Ao terminar de falar, a Nice falou que ela se encontrava assim. Sem força, sem energia, desesperada, perdida. Ela se sentia muito só. Seus filhos estavam com o marido e ela estava se sentindo muito mal. Ao visitar sua filha pequena de 8 anos descobriu que ela estava doente. Ela queria ter ficado com ela, cuidando-lhe. Mais não podia porque ela estava sob a guarda de seu ex-marido e este não permitia-lhe de ficar com ela nesse dia. Nice falou-nos de como sentia falta de acordar e levantar cedo para fazer-lhes o café da manhã e levá-los para o colégio. Toda sua vida tinha sido organizada em função deles, e agora, que ela não estava mais cotidianamente com eles, não sabia o que fazer. Sentia-se muito culpada e com um vazio muito grande. Tentou suicídio com um monte de remédios. Escapou por pouco.
Lembrei-me de uma carta de tarot- A Torre-"- que fala que em alguns momentos da vida, sentimos que perdemos tudo. As vezes, em consequencia de uma separação, a perda da guarda dos filhos, de uma casa, de um carro, de uma falencia ou um desemprego. É com certeza uma dor muito grande. Mais temos muito que aprender com essas perdas. Muitas vezes ela representa a oportunidade de aprendermos e reavaliarmos novamente nossa vida e descobrirmos o que realmente nos sustenta. Muitas vezes, vivemos em função dos outros. Colocamos nossa felicidade sobre os filhos ou sobre nosso companheiro, ou sobre um trabalho etc. Quando o perdemos, temos que nos voltarmos para nós mesmo- o caminho na noite escura- o inconciente- para buscarmos o nosso rumo. Para buscarmos dentro de nós mesmos, nosso esqueleto: o que nos deixa em pé, aquilo que nos sustenta enquanto ser, enquanto sujeito. Se não tivermos esqueleto, sempre corremos o risco de desabarmos.
Depois dela, a Dalva falou também de seu desespero, pois também sentia-se perdendo sua família. Seu marido e suas filhas. Não tinha trabalho. Casou com 14 anos, com um homem de 27, e desde então tinha vivido em função dele e das filhas. Não acreditava em si mesma. Dalva não ouvia a sua voz. Dalva só escutava a voz negativa dos outros tirando a sua força. "Ela não era capaz de conseguir emprego. Ela não tinha responsabilidade para fazer nada, para tocar sua vida sem eles, etc". Era só isso que ela repetia. Ela acordava cedo, fazia comida para as filhas, arrumava a casa, lavava, passava roupa e saia para a rua. Passava o dia todo fora de casa, perambulando pela casa dos outros ou pela rua. Dalva estava perdida , sem rumo, tal como o velho na noite escura. A Dalva estava sozinha em BSB. Descobrimos que a Dalva tem uma mãe que é acolhedora e amorosa. Lhe sugerimos que viajasse para ficar nos braços de sua mãe, se acalentando, até que se sentisse reabastecida, recuperada.
Outras mulheres falaram. Estamos recuperando a nossa voz, a identidade de mulheres adultas, que ficam em cima de seus próprios pés. Da mulher que tem contato com sua natureza selvagem, que reencontrou o seu esqueleto.
Hoje foi uma grande viagem, nossa, juntas, partilhando em frente ao fogo, nos acalentando, uivando para os lobos e encontrando a nossa natureza selvagem.

domingo, 12 de agosto de 2007

Colocando nossos limites. Vive la diference!

Essa semana me percebi trabalhando muito meus limites.
Colocar nossos limites, significa que não colocamos limites em ninguem. Ninguem muda ninguem. Temos que mudar nosso comportamento e colocar nossos limites.
Como fazemos isso na prática?
Se meu marido é exigente, violento; eu sou permissiva. Ele não tem limites e age com violência ;e eu não tenho limites e ajo passivamente.
Principalmente, nós mulheres, fomos treinadas a agir passivamente. Habitualmente não colocamos nossos limites na relação como nosso companheiro e com nossos filhos. Muitas vezes também levamos esse comportamento para a vida profissional.
Eu percebo comportamentos de falta de limites, em agir, sobretudo. Falamos muito, reclamamos muito, cobramos muito, que é uma forma de não agir. É uma conduta infantilizante. É um comportamento "feminino" daqueles de mulheres tradicionais.
No trabalho, muitas vezes, nos comportamos como se tivéssemos em casa. Passamos a cuidar dos outros, a administrar, a fazer pelos homens, a nos comportar como se fossémos secretárias, etc.
Agir implica em tomada de atitude, sair da passividade, entrar numa esfera de decisão. As mulheres, em geral, foram educadas para obedecer, agir sob comando. Eu me percebo com esta dificuldade. Me ensinaram a não ter confiança em mim mesmo para conduzir, liderar, tomar iniciativas, administrar. Isso assusta. Mete medo. Se o homem erra, não tem problema. Se nós erramos, nos culpamos, achamos isso um fracasso e achamos que eles não tem que tolerar nossos erros. Vamos dar um exemplo clássico.
Um casal vai ao cinema. Eles conversam para decidir qual filme vão assistir. Se o homem escolhe o filme, por que faz mais o seu estilo, os dois vão ao cinema. Se o filme for bom ótimo. Se for mal, não tem problema. Os dois saem discutindo sobre isso, e mesmo que não tenha sido o filme que ela escolheu e sim ele, não há problema. Vamos fazer a situação inversa. Se for a mulher que tenha escolhido o filme, ele sai reclamando da "escolha dela e não do filme" e ela se sente desencorajada para fazer nosvas escolhas.
Vamos treinar o agir. Vamos nos permitir experimentar coisas novas, errar e fracassar, se necessário, para aprender. Todo crescimento se faz com erros e acertos, com tentativas e erros. Refletimos após e então crescemos.
Viva o erro. Viva a ação e novas posições diante da vida. Não vamos deixar de ser feminina, de ser mulher, de ser amorosas. Ao contrário, vamos ser verdadeiras e vamos vivenciar mais ainda nosso potencial.
Vive la diference!.

terça-feira, 29 de maio de 2007

A aprendizagem de Belo Horizonte

Nesse final de semana fui a Belo Horizonte para fazer um curso de Hipnose com o Michael Yapko. Fomos num grande grupo de amigos. Da nossa turma só não foi a Rose. Sentimos muito sua falta. Da próxima vamos tentar arrastá-la. Eu, Andréa, Maritza, Raquel, Gabriela, Olavo, Marizélia, Juliana, Ana Paula e Marta. Ficamos quase todos no mesmo hotel. Eu curti muito ficar no quarto com a Andréa. Além de carregar consigo toda a tecnologia que nos facilitou a vida, pois ela gravou muita coisa do curso, ainda colocava musicas de relaxamento e incensos maravilhosos pra gente dormir. Recriava aquele ambiente caseiro e zen necessário no final do dia.
Esse encontro aproximou bastante a nossa turma e estreitou a amizade entre todas nós.
Eu acho esse nosso grupo maravilhoso. Me encanto de conhecer pessoas tão novas e tão maduras e amorosas. Estou amando nosso grupo.
E quantas aprendizagens fizemos.
Compartilho com voces algumas aprendizagens.

domingo, 29 de abril de 2007

A natureza fala: a estação das folhas secas e falantes

Nesse mesmo Dia dos Presentes, fomos passear na natureza.
Fomos convidadas a ficar em silêncio, passeando, olhando em nossa volta, e nesse passeio iríamos recolher algum elemento da natureza que chamasse nossa atenção.
Depois de algum tempo nos reunimos na sala, e fomos falando sobre o que sentíamos daqueles "presentes". A natureza falou para todas nós. E todas as mulheres fizeram desse momento, um momento de pura poesia. Quisera ter gravado. Coloco aqui um dos trechos.
- Mary escolheu folhas secas e uma folha verde. Ela nos contou que ao passear pela natureza algo lhe chamou atenção. Ao pisar sobre as folhas secas, elas faziam barulho, mas observou que elas não quebravam. Por isso resolveu recolher uma delas como presente. Ela resolveu também pegar uma folha verde que estava ao lado, e que ao pisar não fazia barulho. Ela quis saber o que a natureza falava pra ela. Como tínhamos também falado sobre a Menopausa, do processo natural de amadurecimento e envelhecimento, muitas de nós olhávamos para as folhas secas como esse processo natural de envelhecimento. Nos víamos como estas folhas secas! Tal como elas, passamos por muitas estações. Refletimos sobre a beleza de cada estação. A folha verde tem sua beleza, mas a folha seca também. Nossos olhos tem que aprender a ver a beleza de cada estação: primavera, outono e inverno e verão. E para nossa alegria, descobrimos que as folhas secas falam. Não temos a mesma beleza das folhas verdes, temos outra beleza e temos muitas e muitas histórias para contar.

Grupo de mulheres 24 de abril 2007

Grupo de mulheres 24 de abril de 2007

Presentes

Hoje foi um dia de presentes. Vou falar deles, e quem sabe, você o recebe também como seu presente do dia.

Hoje fui de ônibus para o grupo de mulheres. Eu estava me preparando para estar no grupo de forma especial. Quando eu vou de carro, eu tenho que estar atenta a tantas coisas por causa do trânsito, que quando eu quero refletir e meditar vou de ônibus. Já recebo um bom presente quando eu vejo e compartilho com as pessoas como passageira. Andar o tempo todo de carro, me faz sentir distanciada das pessoas.

Bem, peguei meu livro “ Resgatando a Magia da Vida” de Joyce C. Mills, que passei curtindo nas minhas últimas férias e comecei a me inspirar. Chegando no grupo, tive a alegria de ver muitas pessoas reunidas. Éramos em torno de 30 mulheres. Tudo estava conspirando para ser um belo encontro. Escolhi a passagem do livro que tem como título: Minha caneca de alegria. Vou contar aqui para vocês:

“Todos os dias de manha, eu me dirijo lentamente até a cozinha e faço minha caneca de café para acordar. Hummm... o cheiro do café fresco enche o ar enquanto eu assisto, um pouco impaciente, o líquido rico e escuro começar a pingar do filtro para a jarra de vidro....Para mim é uma caneca de pura alegria de despertar. Pensando nisso, não seria bom começar e terminar cada
dia com um golinho de uma caneca cheia de alegria? Talvez isto nos levasse a um outro tipo de sentimento de despertar.Quantas vezes passamos pelo dia sem nem pensar sobre os presentes que podemos ter recebico naquele dia... Na maioria das vezes, esses presentes simples passam desapercebidos e continuamos a manter nosso foco sobre aquilo que não vai bem. Nosso convite é para lembrá-lo de pegar sua caneca de alegria todos os dias, e decidir o que há dentro dela ou com que voce vai querer enchê-la".



Refletimos sobre como, todos os dias, recebemos presentes da vida e não damos o devido valor a esses presentes. Muitas vezes, percebemos mais as coisas que nos faltaram, o que
não deu certo, as nossas dificuldades, do que as coisas boas, que deram certo e que conseguimos realizar.
Todos os dias recebemos presentes da vida. Pode ser um bom dia, um sorriso, um elogio de um amigo, um abraço apertado, ou algo que você se deu. Receber presentes com alegria é uma aprendizagem importante que temos que fazer. Muitas vezes, ao recebermos um presente falamos assim: Mais você não precisava ter essa preocupação comigo; eu não mereço isso; você gastou muito dinheiro; ou para filhos: o que você está querendo ganhar com isso? O que você está aprontando?

Muitas vezes na vida não aprendemos a receber. Não nos achamos merecedoras de atenção, cuidado, presentes. Mais, se quando ganhamos um presente, nos permitirmos recebê-lo e expressamos nossos sentimentos falando para quem nos deu sobre a nossa alegria e satisfação, estamos na realidade presenteando de volta. Estamos qualificando a pessoa que nos presenteou como uma pessoa competente, que tem algo para nos oferecer, que nos dá alegria ou satisfação. Estamos dizendo que ela tem bom gosto ou que ele foi muito amoroso ao nos dar um presente, ou ao se lembrar de nós. Portanto, receber presentes com alegria é uma forma de confirmar a competência de quem nos ama, de quem nos presenteia.

Vou contar aqui um pouco do momento mágico que aconteceu. Cada uma de nós, mulheres, falamos sobre um presente que recebemos no dia de hoje. Eis alguns dos presentes:
- Mary falou que o marido tinha lhe telefonado de manhã lembrando-lhe de que ela não esquecesse de vir ao grupo de mulheres. E aprendeu a fazer um elogio ao marido: "Como você foi amoroso me lembrando de ir ao grupo hoje. Eu me senti muito amada". -Suzan nos deu um presente maravilhoso. No grupo do mês passado, ela partilhou conosco sua dificuldade de ter orgasmo. Alías, ela nunca tinha tido um orgasmo, e isso estava atrapalhando muito seu casamento. Ela nos contou que seu marido é muito carinhoso, mais que suas experiências antigas, tinham lhe deixado essa marca. Ela nos presenteou contando que tinha tido seu primeiro orgasmo. Batemos palma, fizemos a maior festa. Ela fez um elogio para si : "Como eu fui competente me permitindo ter orgasmo, como eu me sinto vitoriosa". Como foi importante para ela ter compartilhado sua dificuldade de ter orgasmo!
Acho que sentir que outras mulheres lhe confirmavam como uma pessoa com direitos a uma sexualidade prazeiroza, sem vergonhas e culpas, foi um marco decisivo. -
Nelza nos contou que hoje tinha ganho um presente muito especial. Apesar da vergonha de contar, ela nos disse que fazia 30 anos que ela não recebia um elogio assim. Estava indo ao encontro de sua carona pra vir ao grupo, quando percebeu um jovem adulto andando próxima a ela. Ele disse : “Como essa calça comprida lhe fica bem.” Ela silenciou-se e seguiu de olhos baixos. Ele disparou outro elogio: Como você é bonita. E no final, quando ela estava atravessando a rua, ele gritou de longe. “Tchau princesa, tenha uma boa tarde.” Nelza não conseguia entender como um jovem poderia achar uma mulher madura, de cabelos brancos, bonita e sensual.
Todo o grupo ficou alvoroçado querendo saber aonde a Nelza tinha comprado aquela calça comprida ou querendo saber a marca da calça. (Risos).
Temos que aprender a nos ver, mulher madura como bonitas e sensuais. Cada estação tem sua beleza. Temos cabelos brancos, alguns pintados, rugas, marcas de expressão, e outras coisas mais. É a beleza de nossa estação.

Cida me deu de presente um cachecol vermelho. Enquanto ela fazia esse cachecol pensava em mim. Senti nele toda o carinho dela. Lembramos do filme "Como água pra Chocolate" em que a mulher, enquanto cozinha, coloca todos os seus sentimentos, e por isso enquanto as pessoas comem, sentem o mesmo que ela sentia ao cozinhar. Quando ela estava triste, choravam, quando estava alegre, riam muito. E quando ela estava apaixonada, todos suspiravam de paixão. Esse filme retrata bem um espaço tradicional da feminilidade, que é a cozinha e o cozinhar para os outros, mais que pode ser resignificado não mais como um "eu tenho que cozinhar para os outros", para um espaço onde podemos falar: "eu tenho prazer em cozinhar" pois foi opção minha. Fazer um cachecol, é também uma dessas artes femininas onde podemos expressar nossos talentos, resignificando como um espaço de trocas e compartilhamento.

Agradecimento a Carmen, minha filha querida

Há muito queria fazer um blog para compartilhar as vivências do trabalho e das minhas relações pessoais e familiares. Sempre gostei de diário. E quando vi a apresentação do blog como uma ferramenta onde poderíamos escrever como um diário e em seguida compartilhar com as pessoas, achei genial. Como ainda tenho alguma dificuldade para fazer algumas coisas digitais, a minha filha muito amavelmente fez um para mim. Começamos bem, mulheres que cuidam de mulheres. A filha cuidando da mãe. A mãe cuidando da filha, compartilhando suas experiências e reflexões. No começo é difícil escrever, porcausa da inibição. Acho que com o tempo agente vai se acostumando e se solta. Bem vindo a bordo desse tapete mágico.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Cinema - teste

A história do Brasil contada por lentes do cinema. Assim poderíamos definir qualquer produção com referências tupiniquins. Mas aqui o caso é outro. Não é um filme que remonta casos e contextos de outrora. São quatro. Por isso, é fácil dizer que o brasiliense que for ao cinema neste fim de semana verá seu passado.
Para Brasília, um presente. Na véspera de completar 47 anos, a capital do país ganha em suas telonas documentário que se confunde com sua existência. Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro explora a visão crítica do arquiteto que ajudou a erguer o sonho de JK. Em 90 minutos, o diretor Fabiano Maciel descobre o distanciamento com o qual Niemeyer encara sua própria obra. Crítico do ângulo reto, o arquiteto explica, como em uma sala de aula, cada linha que desenhou. Além disso, demonstra-se fiel aos seus princípios.
O documentário foi exibido pela primeira vez na capital em 2005, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), em caráter hour concour. Na época, o filme foi bastante aplaudido (leia a crítica). Dessa vez, o público pode conferir a obra de graça. De hoje até quinta-feira da semana que vem, o documentário pode ser assistido no Embracine (CasaPark), sem cobrança de entrada.
Com forte conteúdo político, o aclamado Batismo de Sangue é mais uma produção que ganha vida a partir das lembranças de um ativista massacrado pela ditadura militar brasileira. Dessa vez, o filme é baseado em livro homônimo escrito por Frei Betto, frade dominicano que viveu intensamente os anos de chumbo.
Nele, a luta de padres, interpretados por Caio Blat (Frei Titto) e Daniel de Oliveira (Frei Betto), que ajudam guerrilheiros no combate a militares. Mas acabam presos e torturados. Um deles, Frei Titto, não resiste aos maus tratos e se suicida na prisão. O drama, dirigido por Helvécio Ratton, foi testado no FBCB de 2006 e ganhou estauetas, além da adoração do público.
Outra produção brasileira reverencia a vida na era JK. Veias e Vinhos, nova empreitada do diretor João Batista de Andrade (O Caso Manteucci e Vida de Artista: José Inácio, Santeiro), adota cenário político dos anos 50 para narrar a história de uma família que se muda para a capital goiana. Lá, abrem um armazém, mas são vítimas da truculência do capitão local, resistindo para não sucumbir a nova vida. No elenco, Leonardo Vieira, Simone Spoladore, Eva Wilma e José Dumont.
O quarto longa-metragem que remonta a história do Brasil fala de música. Sambando nas Brasas, Morô, de Elizeu Ewald, mostra as dificuldades de um músico que chega ao Rio de Janeiro na década de 50, em meio ao conturbado ambiente político. O filme mescla ficção e documentário. O elenco traz Marcello Novaes, Tracy Segal e Clemente Viscaino.